domingo, 14 de julho de 2013

Cid Gomes transforma parte de viagem oficial em passeio e explica: ‘eu sou de carne e osso


Uma coisa os protestos de rua ensinaram: o alvos dos protestos de rua nunca aprendem. No auge das manifestações de junho, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), decolou para uma viagem de 14 dias. Voaria até a Coreia do Sul, onde faria contatos comerciais. Segundo a assessoria, ele faria uma escala na Europa, para descansar. No final, o que era assessório tornou-se principal. Cid não foi à Ásia. Preferiu permanecer apenas na Europa.
Sabe-se que o governador passou pela Itália. Depois, teria embarcado com amigos num cruzeiro pelo Mediterrâneo. Durante a ausência de Cid Gomes, o deputado estadual Heitor Ferrer (PDT) lançou no Facebook uma campanha: “Cadê o governador?”.
Nesta sexta (12), plugado no Twitter, o viajante ilustre foi questionado sobre o tema. Eadmitiu: “Parte da minha agenda foi de eventos oficiais e que estão publicados no Diário Oficial. Outra parte foi particular, sem pagamento.” Perguntaram-lhe se o passeio orna com o momento político. Cid invocou condição humana: “Eu sou de carne e osso e fisicamente preciso, vez por outra, de um descanso.”
Uma internauta recordou a Cid que Dilma cancelou uma viagem ao exterior por causa dos protestos. E insistiu: o momento era propício para sua saída do Estado? O governador foi suscinto: “Faça o seu juízo.” O deputado Ferrer já fez o seu juízo. Enxergou nas manifestações de Cid no microblog uma confissão de improbidade. Planeja representar contra ele no Ministério Público.
A assessoria do governador diz que sua passagem pela Itália incluiu compromissos de trabalho. Quais? Visitou fábricas de trens que fornecerão vagões e equipamentos para o metrô de Fortaleza. E esteve numa fábrica de elevadores. O deputado Ferrer dá de ombros: “A viagem foi mais a passeio do que para agenda do Estado.”
“O que é público tem que ser transparente”, acrescenta Ferrer. “Teria sido simples comunicar o descanso à Assembleia Legislativa e ter viajado à sua expensa. Há enriquecimento ilícito…”
Por mal dos pecados o vice-governador cearense, Domingos Filho (PMDB), também viajou para o estrangeiro enquanto o asfalto fervia no Brasil. Foi à Arábia Saudita e Israel. Parte trabalho, parte particular, dizem os assessores do vice. Na ausência de Cid Gomes e do seu segundo, assumiu o governo o presidente da Assembleia, José Albuquerque (PSB). Reparando bem, os gestores do Ceará não deixaram apenas o país. Ao decolar, tiraram os pés da realidade.

Sucesso nos bailes funk, o hit “Show das poderosas” ganhou uma versão católica. Se na letra cantada pela MC Anitta, elas “descem e rebolam”, na adaptação cristã, são os “jovens que oram”.  A versão produzida por um grupo católico de Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, ganhou as redes sociais após a postagem do vídeo no You Tube.  O autor da letra, Thiago Pigozzo, explica que o objetivo é atrair o público para a Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho. (Veja o vídeo ao lado).

MC Luiza e Thiago Pigozzo protagonizam o clipe (Foto: Divulgação/ Wanderson Chan )“Com a onda de flash mob, nós fomos às escolas dançar músicas religiosas para divulgar o evento Bote Fé. Isso fez com que muita gente fosse ao evento. Nós fomos comemorar o sucesso numa pizzaria e pensamos em fazer um vídeo pra internet. Na mesma hora, o celular de uma amiga tocou e quando eu ouvi a letra: Prepara, agora, é hora, na minha cabeça eu já pensei, que essa música podia colar. Corremos pra uma praça pra fazer a letra e eu terminei em casa”, contou Pigozzo, que canta no clipe, e coordena o grupo de dança Renasdance.

Batidão gospel
Duas semanas e R$ 170 foram o suficiente para a produção do vídeo. "Pagamos o estúdio para gravar a música e o transporte da equipe. O restante ficou por conta de um produtor amigo nosso que acreditou na gente e abraçou a ideia. Ele não é religioso, mas garantiu que o vídeo ia bombar", explicou Thiago. Durante seis horas seguidas, 25 jovens dançaram o batidão gospel. Um dos dançarinos do clipe, Hugo Gabriel Gadelha, 18 anos, diz que esta foi a primeira vez que uma letra de funk, tão conhecida pela arte de “sensualizar”, serviu de base para o grupo.
"A nossa ideia foi simplesmente aliar a música que está no auge junto com o evento que está no auge. Isso tem que dar certo”, fala Hugo, que é coordenador do grupo jovem Renascer, da Paróquia Nossa Senhora da Saúde.
No que depender do grupo, que virá num ônibus com 45 jovens para o Rio de Janeiro, no mês de julho, a versão cristã do "Show das poderosas" será a canção da JMJ. O autor Thiago Pigozzo pretende adaptar a letra para os idiomas inglês e espanhol, para chegar a mais jovens na internet e facilitar a cantoria dos estrangeiros que vêm ao Brasil para ver o Papa Francisco.
Clipe também tem imagens preto e branco, como vídeo da MC Anitta (Foto: Divulgação/ Wanderson Chan )
Funk na igreja
A cover de Anitta é bem mais recatada que a original, e atende pelo nome de MC Luiza. A menina de 16 anos confessou que ficou tímida com a gravação. "Eu me senti um pouco tímida, mas depois me senti até um pouco artista. O problema é que o clipe dela é muito sensual e a letra também, ficamos preocupados com isso. Mas a ideia não era copiar, mas adaptar para um outro lado", fala a garota.
Thiago admite que o funk e a melodia da música mais tocada nas rádios vão ajudar na repercussão. "O início da música é perfeito para nós e para o momento que a Igreja Católica vive, um momento de preparação. Nós estamos ansiosos para começar a JMJ. O intuito é divulgar para que os jovens se preparem porque o evento tem que bombar. A gente quer atingir a todos os jovens, até o público que não está dentro das igrejas. E o Rio de Janeiro é funk, o funk é jovem e jovem é Jornada, e porque não unir tudo isso? Não adianta nos isolarmos do mundo, nós estamos no mundo e precisamos ser santos nele. Queremos impactar", explica o rapaz.

JMJ Rio 2013

Justiça nega a ação do MPRJ contra a Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013

Padrão
logo-jmjTeremos sim a JMJ2013 e ainda não foi desta vez que os inimigos da Igreja conseguiram triunfar sobre ela. Sabemos que existem muitas correntes (políticas, seculares e de outras religiões) preocupadas com o evento que vai movimentar a fé católica no Brasil e no mundo, e que agora às vésperas do evento prometem fazer uma força danada para que ela não aconteça.
Ontem fomos surpreendidos com a notícia de que o Ministério Público do Rio de Janeiro moveu uma ação civil contra o Estado do Rio de Janeiro que havia publicado um edital para a contratação de serviços de saúde para a Jornada. Não escrevi sobre o assunto por pura falta de tempo (se desejar veja o processo na íntegra no TJRJ). Antes de mais nada, vale a pena explicar que este tipo de serviço acontece em diversos eventos públicos como o carnaval de rua por exemplo. Caso haja algum problema emergencial, estas equipes estariam disponíveis para auxiliar os peregrinos. Porém o MPRJ afirmava que não era obrigação do estado “pagar essa conta”. Fiquei pensando: Como seria bom se o Ministério Público do Rio de Janeiro agisse com toda essa eficácia com outros assuntos que lhe dizem respeito. Realmente eles devem ter feito um grande trabalho assim na Copa das Confederações e espero que o façam na Copa do Mundo.
Bom, em todo caso, hoje a Justiça do Estado do Rio de Janeiro indeferiu o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que ameaçava a realização da JMJ Rio2013. De acordo com a decisão proferida pela juíza nos autos da ação civil pública, o afastamento entre religião e estado não pode impedir o Administrador, fundado em razões de interesse público, custear determinados serviços que serão prestados aos participantes do evento, ainda que haja conotação religiosa.
A juíza titular da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, Roseli Nalin afirmou:
“A referida conduta não caracteriza qualquer desvio de finalidade, nem tampouco confusão entre Estado e Igreja, eis que assim agindo não estará o Poder Público agindo com base em elementos religiosos, nem tampouco utilizando-se de recursos públicos para beneficiar esta ou aquela religião…  A medida de natureza liminar como a que pretende o Autor (o MPRJ) pode gerar um cenário de absoluta insegurança e descrédito ao país, além de prejudicar milhares de pessoas que virão ao Rio de Janeiro para participar do evento com a certeza de que haverá serviços destinados a garantir sua saúde”.
Sinceramente, eu já esperava que ações como essas fossem acontecer. É que quando a Igreja está na vitrine, sempre aparece alguém ou algo tentando abafar a Palavra de Deus. Aqui se abre um parênteses: Impressionante como não existem ações do tipo quando acontecem as tais “Paradas Gays”. Estas o governo pode financiar! Fecha parênteses.
Porém, do mesmo jeito que esperava uma ação como esta, também esperava uma contra medida a altura. A JMJ2013 não deixará de acontecer por causa disso. E caso esta ajuda do estado nos seja negada (pois ainda cabe recurso), qualquer problema de ordem clínica e médica que aconteça no evento, será debitada (por todos os participantes do evento) nas costas do Ministério Público do Rio de Janeiro, que passará a ser mal visto pela população brasileira e pela mídia internacional. Só não sei se eles terão toda essa “marra” toda para aguentar a pressão. Afinal de contas, quem é marrento para começar a briga, tem que ser marrento para aguentar até o final, e se nem a Dilma está comprando briga com a opinião popular, quem dirá o MPRJ? Esperemos…
Aproveito para esclarecer uma última questão: Sim, eu fui e sou contra a participação de artistas seculares na JMJ2013 e agradeço a todos que entenderam e apoiaram os questionamentos levantados. Porém desde sempre, noticiamos aqui muita coisa do evento, e só não o fizemos mais, por pura falta de tempo (quem acompanha o blog sabe da minha saga nos últimos meses). Definitivamente não aplaudirei nenhum destes artistas seculares que aparecerem por lá, porém irei a JMJ 2013, estarei rezando, cantando, louvando no Rio de Janeiro. Serei com alegria, mais um dos milhares de peregrinos, mesmo já nem sendo tão jovem assim. Mesmo com as lambanças do COL da JMJ2013, o evento será um sucesso.